sábado, 1 de setembro de 2012

Deixados


Quando recordo os teus cabelos serenos,
a claridade que deles me brotava
e o devaneio intenso de teus dengos...
Minha vontade é esvair-se em lágrimas.

Mas quando lembro tudo o que te fiz
e vem, à mente, a minha intensidade,
um vento invade o quarto. Ele me diz
que não me vale, a efêmera saudade.

E mesmo o constante desequilíbrio,
farto da ausência do teu cheiro,
incapaz será, pois o maior delírio

é se nutrir do que tiver valia
Quando partiste e levaste teu cheiro,
deixaste margem para poesia.

-Francisco Nery e Gleison Nascimento-

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