quinta-feira, 7 de junho de 2012

Nocturna

Ó tu, madrugada incendiosa
que apraz pelas entranhas relutante,
com o fel destes sentidos de manhosa,
quais são os momentos deste instante?

Não finjas simplesmente não ouvirdes,
pois sinto teus sussurros decorados.
Me aceita e como pena, num convite,
preencha a lasciva destes lábios.

Então, que valia recebe aurora,
se tudo que preciso é o teu leito?
O que sera? responde, falas agora!

Esta pele alva, neste vestido preto...
Me diz, de uma vez, ó madrugada:
Por que excitas tanto deste jeito?

3 comentários:

  1. Quanta sedução carrega a tua madrugada!

    Beijos em ti, moreno.

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  2. pobre poetisa
    eu
    que ainda sonho
    com teu beijo

    e a cada dia
    meu
    ainda mais
    te desejo

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  3. Oi grande poeta menino, sempre com belos poemas.
    Inspiradíssimo, hein...
    Francisco, eu adoro um vestido preto que tenho há um tempão.Qual a mulher que não tem seu vestido preto, fico pensando.

    E a banda , como vai?

    Cheiro:)
    Adorei seu comment no meu blog: carinhoso e amigo. Thanks.

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