quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Silenciando


Na fluidez breve do tempo
o coração vai falando mais baixinho
a cada aurora que passa.
– Vai e vem de um balanço –
Quase não da pra se ouvir.

O que acelerava, tarda.
Antes, o que urgia, silencia.
Tênue chamar da madrugada
a tecer o próximo raiar do dia.

6 comentários:

  1. O meu vem falando cada vez mais baixo. Sussurros. Minha urgência também acaba por silenciar.

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  2. Que lindo cara. QUE LINDO.
    Parabens.
    Muito mais bonito que um milhao de poemas que estudei na aula de literatura!

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  3. O coração quando bate ao lado de quem ama, por vezes até descompassa, pula e salta.

    Mas o coração que não tem quem ama por perto, ele silencia e tarda, e de tanta dor o peito arde e fortalece o amor.

    É a luta pela vida, o coração no peito é desassossego, ou arde e ama, ou ama e arde.

    Beijos meus

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  4. Um em um milhão, coincidência?


    http://brinquedodevidro.blogspot.com/

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  5. Amei seu espaço. E amei ainda mais pelo fato de você ser músico. Cara, música e poesia, minhas maiores paixões!
    Beijos.

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