quarta-feira, 20 de abril de 2011

Apelo por nada

Vida pequenina,
sois um grão de açúcar no oceano
um sopro, uma quimera
ô vidinha menina
por que me deixas
tanto tempo a espera?

Diz-me então
qual verdade que escondes,
fala sem crivo
aponta-me aonde.

ah, vida tão pequenina
faz um carinho...
sou teu filho querido
que tanto tem sede,
aquele que é tudo
mas não chega ser nada

poeta nas horas vagas
nem a loucura
deita-se por inteiro;
nem as canções...

ó vida minha
dá-me uma enxurrada
minha garganta
não aguenta mais
o gosto de nada.

5 comentários:

  1. Você existe mesmo, esse moço?
    Que suas horas sejam sempre vagas pra sua poesia...

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  2. êh vida menina, faz carinho nessemenino doce, faz?!

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  3. "...minha garganta
    não agüenta mais
    o gosto de nada."

    Doce angústia.

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  4. De tua sede flui palavras que sacia a minha sede. Ah... moreno... tenho sede de ti.

    Beijus meus

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  5. Até onde lembro não te permiti me esquecer.

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