sábado, 4 de dezembro de 2010

Sou fera da mata fechada
Não falo de amor pra ninguém
Meu grito por todos os lados
Faz medo a qualquer furacão
De dia não tome cuidado
Saia sem medo da morte
De noite fuja do sereno
Corra e não olhe pra trás
Que eu faço dos cantos semente
E broto por todos os lados
Se um dia eu brotar dos teus lábios
Se renda que eu sou caçador
Que eu pego no fio do juízo
E mostro o nó da loucura
Ouça por bem meu conselho
Não tente negar meu refrão
Dos versos do fruto colhido
Da flor que nasceu da batalha
Se de dia sou fogo de palha,
De noite eu acendo o trovão.

2 comentários:

  1. "Sou fera da mata fechada
    Não falo de amor pra ninguém(...)
    Se de dia sou fogo de palha,
    De noite eu acendo o trovão."

    Ah,esses versos lembraram um poema que postei por esses dias, o "Coração Letrado":
    Eu amo a sensibilidade e a sutileza
    que só transparecem em suas letras cantadas;
    o efeito das palavras, e a pessoa que deveria estar por trás delas.

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  2. Moreno de noite um trovão parece muito bom.

    Beijos

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