quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Alvo-rubro

Teu olhar é claro como a sombra franca
Tua pele; rede, silenciosa e branca
Nos teus seios fartos minha calma febre
O teu flanco é brasa no olhar que vede

Em teu dorso brota um aroma infindo
Devolvendo a essência do perfume
Teu suor é vento incendiando o lume
Tua coxa ferve em um teor divino

Quando a força bruta do teu grito peja
E o corpo todo em descompasso treme
Sou um rio raso em vasta correnteza

Em tua pele úmida nosso corpo funde
Já não sei de mim, mas quando tu me beijas
O implodo é tanto que não tenho nome.

4 comentários:

  1. Meu blog vale pelos teus comentátrios. Fica tudo mais bonito.

    e eu bem tentei comentar este poema, mas não tive palavras. Derretimentos.

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  2. Lindo poema.

    ¨Teu olhar é claro como a sombra franca...
    Nos teus seios fartos minha calma febre
    Teu suor é vento incendiando o lume
    Tua coxa ferve em um teor divino¨

    Que palavras calientes moreno.

    Beijusss

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  3. a poesia decantada, melhora a cada estação
    barril do carvalho, você escrevendo! Embriaga em fato.

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  4. Moreno... desejo-lhe um Natal bem especial. Não sei se curtes esta época mas meu querer do fundo do coração é que estejas bem e feliz e é assim que espero que o ano de 2011 seja para ti... um bem querer.

    Beijos

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