Ir assim sem pouso,
Era nem beira,
despindo a pressa.
Num instante pressa,
um instante, passa...
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Lamúria de menino
Disseram-me um dia
que pra ser poeta tem que ser sofisticado,
pra ser poeta não se pode ter amado,
pois a poesia é muito mais transpiração.
Disseram-me outro dia;
que o poeta tem que ter boa harmonia,
tem que entender bem de poesia,
tem que ter o poema em suas mãos.
Dai segui todo encucado,
pois dos meus versos desconsolados
sou mil por cento inspiração.
E vos confesso angustiado
em meu desabafo atordoado;
que eu não sou poeta não.
que pra ser poeta tem que ser sofisticado,
pra ser poeta não se pode ter amado,
pois a poesia é muito mais transpiração.
Disseram-me outro dia;
que o poeta tem que ter boa harmonia,
tem que entender bem de poesia,
tem que ter o poema em suas mãos.
Dai segui todo encucado,
pois dos meus versos desconsolados
sou mil por cento inspiração.
E vos confesso angustiado
em meu desabafo atordoado;
que eu não sou poeta não.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Silenciando
Na fluidez breve do tempo
o coração vai falando mais baixinho
a cada aurora que passa.
– Vai e vem de um balanço –
Quase não da pra se ouvir.
O que acelerava, tarda.
Antes, o que urgia, silencia.
Tênue chamar da madrugada
a tecer o próximo raiar do dia.
domingo, 9 de outubro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Precipício
Sonho alto.
Pois se baixo sonhasse,
não pularia!
Usaria uma escada,
se voar
eu não quisesse..
.
.
Pois se baixo sonhasse,
não pularia!
Usaria uma escada,
se voar
eu não quisesse..
.
.
domingo, 31 de julho de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
Salpicos de chuva
Consumei-me pingos,
dezenas de alguns ao meu lado
e a incessante sensação de estar sozinho.
Gotas de chuva me fiz para suportar o peso
escorrego, me deixo levar...
Como num corpo de uma mulher
o banho morno acaricia;
Deslizo sem saber de mim.
Ó poças de lama,
recebam-me com carinho.
prometo não pronunciar uma sequer palavra,
ainda acredito não estar sozinho.
Só preciso de algum lugar
para acalmar as minhas lagrimas.
dezenas de alguns ao meu lado
e a incessante sensação de estar sozinho.
Gotas de chuva me fiz para suportar o peso
escorrego, me deixo levar...
Como num corpo de uma mulher
o banho morno acaricia;
Deslizo sem saber de mim.
Ó poças de lama,
recebam-me com carinho.
prometo não pronunciar uma sequer palavra,
ainda acredito não estar sozinho.
Só preciso de algum lugar
para acalmar as minhas lagrimas.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
Sonata
Parece voltar aos poucos
sinto-me acordando serenamente
– Desta vez anunciou não ter a menor pressa –
Veio corando meus lábios,
acariciando meus dedos,
abrindo meus braços,
desabotoando minha roupa,
desejando meu corpo
– Com aquele sorriso no canto da boca –
Chega me deixar esbaforido.
Olhar de quem rasgou os compromissos
e despiu-se completamente
do peso das horas.
Então desfila pelo quarto,
abrindo as cortinas,
gozando gargalhadas alheias ao sol...
Quando de repente,
aproxima-se com a fúria de avalanche
que devasta uma rua
– E o meu peito quase a fugir pela boca –
Ela para e sussurra em meu ouvido:
- Sou tua!
sinto-me acordando serenamente
– Desta vez anunciou não ter a menor pressa –
Veio corando meus lábios,
acariciando meus dedos,
abrindo meus braços,
desabotoando minha roupa,
desejando meu corpo
– Com aquele sorriso no canto da boca –
Chega me deixar esbaforido.
Olhar de quem rasgou os compromissos
e despiu-se completamente
do peso das horas.
Então desfila pelo quarto,
abrindo as cortinas,
gozando gargalhadas alheias ao sol...
Quando de repente,
aproxima-se com a fúria de avalanche
que devasta uma rua
– E o meu peito quase a fugir pela boca –
Ela para e sussurra em meu ouvido:
- Sou tua!
sexta-feira, 6 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Apelo por nada
Vida pequenina,
sois um grão de açúcar no oceano
um sopro, uma quimera
ô vidinha menina
por que me deixas
tanto tempo a espera?
Diz-me então
qual verdade que escondes,
fala sem medo
aponta-me aonde.
ah, vida tão pequenina
faz um carinho...
sou teu filho querido
que tanto tem sede,
aquele que é tudo
mas não chega ser nada
poeta nas horas vagas
nem a loucura
deita-se por inteiro;
nem as canções...
ó vida minha
dá-me uma enxurrada
minha garganta
não aguenta mais
o gosto de nada.
sois um grão de açúcar no oceano
um sopro, uma quimera
ô vidinha menina
por que me deixas
tanto tempo a espera?
Diz-me então
qual verdade que escondes,
fala sem medo
aponta-me aonde.
ah, vida tão pequenina
faz um carinho...
sou teu filho querido
que tanto tem sede,
aquele que é tudo
mas não chega ser nada
poeta nas horas vagas
nem a loucura
deita-se por inteiro;
nem as canções...
ó vida minha
dá-me uma enxurrada
minha garganta
não aguenta mais
o gosto de nada.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Nízia
Moça este nome inspira um soneto
Onde versos dançam um madrigal de sentidos
Dos teus lábios claros qual sabor desconheço
Dos tais risos raros arrancando suspiros
Em um só segundo o sabor deste beijo
Inundaria por toda eternidade
De brancos idos, um mel de puros desejos
Na forma mais tênue da suavidade
Tão pouco quiseste àquela noite fria
E a dor me doía além do seu preço
Restou deste leito uma fotografia
Só tu és capaz de saciar o que peço
Além dos tais beijos eu te suplico, Nízia:
Dai-me paixão pra continuar os meus versos.
Onde versos dançam um madrigal de sentidos
Dos teus lábios claros qual sabor desconheço
Dos tais risos raros arrancando suspiros
Em um só segundo o sabor deste beijo
Inundaria por toda eternidade
De brancos idos, um mel de puros desejos
Na forma mais tênue da suavidade
Tão pouco quiseste àquela noite fria
E a dor me doía além do seu preço
Restou deste leito uma fotografia
Só tu és capaz de saciar o que peço
Além dos tais beijos eu te suplico, Nízia:
Dai-me paixão pra continuar os meus versos.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Alvo-rubro
Teu olhar é claro como a sombra franca
Tua pele; rede, silenciosa e branca
Nos teus seios fartos minha calma febre
O teu flanco é brasa no olhar que vede
Em teu dorso brota um aroma infindo
Devolvendo a essência do perfume
Teu suor é vento incendiando o lume
Tua coxa ferve em um teor divino
Quando a força bruta do teu grito peja
E o corpo todo em descompasso treme
Sou um rio raso em vasta correnteza
Em tua pele úmida nosso corpo funde
Já não sei de mim, mas quando tu me beijas
O implodo é tanto que não tenho nome.
Tua pele; rede, silenciosa e branca
Nos teus seios fartos minha calma febre
O teu flanco é brasa no olhar que vede
Em teu dorso brota um aroma infindo
Devolvendo a essência do perfume
Teu suor é vento incendiando o lume
Tua coxa ferve em um teor divino
Quando a força bruta do teu grito peja
E o corpo todo em descompasso treme
Sou um rio raso em vasta correnteza
Em tua pele úmida nosso corpo funde
Já não sei de mim, mas quando tu me beijas
O implodo é tanto que não tenho nome.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Sou fera da mata fechada
Não falo de amor pra ninguém
Meu grito por todos os lados
Faz medo a qualquer furacão
De dia não tome cuidado
Saia sem medo da morte
Não falo de amor pra ninguém
Meu grito por todos os lados
Faz medo a qualquer furacão
De dia não tome cuidado
Saia sem medo da morte
De noite fuja do sereno
Corra e não olhe pra trás
Que eu faço dos cantos semente
E broto por todos os lados
Se um dia eu brotar dos teus lábios
Se renda que eu sou caçador
Que eu pego no fio do juízo
E mostro o nó da loucura
Ouça por bem meu conselho
Não tente negar meu refrão
Dos versos do fruto colhido
Da flor que nasceu da batalha
Se de dia sou fogo de palha,
De noite eu acendo o trovão.
Corra e não olhe pra trás
Que eu faço dos cantos semente
E broto por todos os lados
Se um dia eu brotar dos teus lábios
Se renda que eu sou caçador
Que eu pego no fio do juízo
E mostro o nó da loucura
Ouça por bem meu conselho
Não tente negar meu refrão
Dos versos do fruto colhido
Da flor que nasceu da batalha
Se de dia sou fogo de palha,
De noite eu acendo o trovão.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Anafilaxia
pobre de mim
triste poeta
que sigo tua réstia
cintilando no salão
com essa folia
de dez carnavais
teu corpo me trás
veneno quinhão
quebrastes a taça
eu bebi na garrafa
um porre do vinho
apache Tristão
pobre de mim
triste poeta
um gosto me resta
veneno paixão
triste poeta
que sigo tua réstia
cintilando no salão
com essa folia
de dez carnavais
teu corpo me trás
veneno quinhão
quebrastes a taça
eu bebi na garrafa
um porre do vinho
apache Tristão
pobre de mim
triste poeta
um gosto me resta
veneno paixão
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Soneto de retalhos
Dona dos poemas meus
Por ti varei madrugadas
Prosas, estrofes, baladas
Eu fiz na ilusão de esquecer
Dona dos versos de adeus
Vieste tão bem perfumada
Que a hora provim da flechada
Qual doce mal pôde arder
Restou-me este choro cetim
Costurando lembranças de brim
Tecendo este manto sagrado
Perdoe este vil cancioneiro
E aceite do seu costureiro
Um soneto de mais apertado
Por ti varei madrugadas
Prosas, estrofes, baladas
Eu fiz na ilusão de esquecer
Dona dos versos de adeus
Vieste tão bem perfumada
Que a hora provim da flechada
Qual doce mal pôde arder
Restou-me este choro cetim
Costurando lembranças de brim
Tecendo este manto sagrado
Perdoe este vil cancioneiro
E aceite do seu costureiro
Um soneto de mais apertado
domingo, 26 de setembro de 2010
Adorações serenas
Aceite meu amor como um bem raro
Humano por lembrar a duras penas
O branco tão macio dos teus traços
O canto da tua alma tão pequena
Teus lábios me embalaram num compasso
Ardente de uma harmonia tão serena
Os versos preenchendo os espaços
Teu corpo sendo a forma do poema
Enquanto fez-se a noite uma quimera
O céu foi estrelado de sorrisos
A lua dando calma à primavera
Segredos dos caminhos, devaneios
Vibrante sobre o mel do teu umbigo
Ouvi ao debruçar sobre os teus seios
Humano por lembrar a duras penas
O branco tão macio dos teus traços
O canto da tua alma tão pequena
Teus lábios me embalaram num compasso
Ardente de uma harmonia tão serena
Os versos preenchendo os espaços
Teu corpo sendo a forma do poema
Enquanto fez-se a noite uma quimera
O céu foi estrelado de sorrisos
A lua dando calma à primavera
Segredos dos caminhos, devaneios
Vibrante sobre o mel do teu umbigo
Ouvi ao debruçar sobre os teus seios
domingo, 19 de setembro de 2010
Quando ela partiu
Foram todas essas dores
Mas nasceu outro lamento
Foi-se o tempo dos amores
Fez-se brisa todo o vento
Fez-se cinza das fogueiras
Soluçar calou o espanto
Bebo o rio do desencanto
Sou mais um pelas ladeiras.
Quero versos de outros campos
Quero cantos traiçoeiros
Quero além destes meus prantos
Odisséias, fevereiros...
Já não sou mais primavera
Nem inverno, nem verão
Acabou-se o carnaval
Apagou-se São João
Mas nasceu outro lamento
Foi-se o tempo dos amores
Fez-se brisa todo o vento
Fez-se cinza das fogueiras
Soluçar calou o espanto
Bebo o rio do desencanto
Sou mais um pelas ladeiras.
Quero versos de outros campos
Quero cantos traiçoeiros
Quero além destes meus prantos
Odisséias, fevereiros...
Já não sou mais primavera
Nem inverno, nem verão
Acabou-se o carnaval
Apagou-se São João
Assinar:
Postagens (Atom)